Rio de Janeiro cria roteiro de comércio justo e solidário 11/06/2010 às 14:26
é tudo que o carioca precisa e quer. Alimentos saudáveis, produzidos sem agrotóxicos ou adubos químicos, de acordo com as normas de preservação ambiental, vendidos pelo próprio produtor e a preços justos. Frutas, verduras, legumes, queijos, pães, bolos e mel cultivados pelos membros da Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (ABIO) já podem ser encontrados na rede de feiras realizada em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura do Rio de Janeiro (SEDES).
O Circuito Carioca de Feiras Orgânicas começou no dia 29 de maio, pelo Bairro Peixoto, que, a partir de então, receberá a feira semanalmente, sempre aos sábados, das 8h às 14h. Na última terça-feira, 8 de junho, foi a vez da Feira de Ipanema, que vai funcionar dentro da Praça Nossa Senhora da Paz, no lado voltado para a Rua Barão da Torre, todas as terças, das 8h às 14h. Na seqüência, em datas ainda a definir, serão inauguradas as feiras do Jardim Botânico, na Praça Pio XI, do Leblon, na Praça Cláudio Coutinho, perto da Cobal, e da Gávea, sem local escolhido. Repaginada, a feira que há 15 anos acontece na Glória vai acompanhar o novo padrão de funcionalidade, conforto e identidade visual do Circuito, com novas barracas, novos uniformes para os feirantes, placas de sinalização e a instalação de banheiros químicos – um antigo pleito dos produtores.
O Circuito Carioca de Feiras Orgânicas prevê a criação de muitas feiras, todas intencionalmente pequenas, com até 35 barracas, nos bairros da cidade, ao alcance do consumidor, a pé ou de bicicleta. Todos os feirantes são produtores, o ambiente é limpo, não há espaço para ambulantes, não se vende peixes nem carnes in natura, e os preços são, em média, bem mais baixos que os dos orgânicos vendidos nos supermercados.
Por essas características, as feiras de orgânicos aproximam as culturas urbana e rural, não ocupam grandes espaços, não produzem cheiro desagradável, difundem costumes e práticas saudáveis de alimentação e são um exemplo de gestão de resíduos, uma vez que o sistema baseia-se na autogestão e na harmonia com o meio ambiente, permitindo comercializar mais alimentos com menos lixo.
Assessoria de comunicação da Prefeitura do Rio de Janeiro
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